CFM passa a usar inteligência artificial para ampliar fiscalização médica

O Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou a implementação de um novo sistema de inteligência artificial voltado ao fortalecimento das atividades de fiscalização realizadas pelos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) em todo o Brasil. A expectativa é aumentar em cerca de 30% o número de fiscalizações nos próximos dois anos, tornando o processo mais ágil e eficiente.
A ferramenta integra a Plataforma Nacional de Fiscalização e foi desenvolvida para auxiliar na identificação, monitoramento e análise de situações que demandam atuação dos órgãos responsáveis pela supervisão do exercício da medicina.
Segundo o CFM, a tecnologia servirá como apoio aos médicos fiscais, oferecendo informações estratégicas para a tomada de decisões e agilizando a adoção de medidas necessárias. A entidade ressalta que o sistema não substituirá a atuação humana, mas funcionará como um instrumento de apoio para ampliar a capacidade de fiscalização.
O novo modelo utiliza dados de diferentes bases de informação, incluindo registros profissionais, históricos de inspeções, informações de estabelecimentos de saúde e cadastros oficiais. Além disso, será capaz de cruzar dados com órgãos públicos e monitorar conteúdos publicados em ambientes digitais.
Entre as funcionalidades previstas está a identificação de possíveis casos de exercício ilegal da medicina, além do acompanhamento de denúncias relacionadas a problemas estruturais em hospitais, clínicas e unidades de saúde.
O sistema também permitirá uma atuação mais preventiva. Em vez de depender exclusivamente de denúncias já formalizadas, a plataforma utilizará análise de dados e mecanismos de previsão para detectar situações que possam representar riscos à população ou comprometer o exercício da profissão médica.
De acordo com o Conselho Federal de Medicina, todas as informações processadas pela ferramenta seguirão as normas estabelecidas pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo segurança, privacidade e proteção das informações utilizadas pela plataforma.
A entidade destaca que a iniciativa coloca o Brasil entre os pioneiros na utilização de inteligência artificial aplicada à fiscalização profissional em larga escala, envolvendo mais de 600 mil médicos registrados no país.









