China trata acordos com EUA como preliminares após visita de Donald Trump

O Ministério do Comércio da China classificou como preliminares os acordos firmados com os Estados Unidos durante a recente visita do presidente Donald Trump a Pequim. Apesar do clima amistoso e da intensa agenda diplomática com o presidente Xi Jinping, os entendimentos anunciados ainda dependem de negociações adicionais e carecem de detalhes concretos sobre sua implementação.

Segundo comunicado divulgado pelo governo chinês, os dois países decidiram criar conselhos bilaterais voltados para comércio e investimentos. Os novos fóruns terão a missão de discutir a redução recíproca de tarifas sobre produtos específicos, além de negociar cortes mais amplos em setores considerados estratégicos, especialmente na área agrícola.

As duas maiores economias do mundo também concordaram em avançar nas discussões sobre barreiras não tarifárias e mecanismos para facilitar o acesso de empresas aos respectivos mercados, buscando reduzir entraves comerciais acumulados nos últimos anos.

O setor agropecuário foi um dos principais pontos das negociações. De acordo com as autoridades chinesas, os Estados Unidos assumiram o compromisso de analisar antigas reivindicações de Pequim, incluindo o fim das retenções automáticas de produtos lácteos e pescados chineses, a liberação das exportações de bonsais cultivados em substrato e o reconhecimento da província de Shandong como área livre de gripe aviária.

Em contrapartida, a China prometeu acelerar a análise de demandas norte-americanas relacionadas à exportação de carnes. Entre os temas em discussão estão o registro de frigoríficos de carne bovina e a autorização para exportação de carne de aves produzida em determinados estados dos Estados Unidos.

Apesar das sinalizações positivas, o governo chinês evitou divulgar cronogramas, metas comerciais, volumes de exportação ou empresas que poderão ser beneficiadas pelos acordos. A ausência de detalhes reforça a avaliação de que as negociações ainda estão em estágio inicial e dependerão de novas rodadas de diálogo para se transformarem em medidas efetivas.

A visita de Trump foi acompanhada com atenção pelos mercados internacionais, que aguardam definições mais concretas sobre a relação comercial entre Washington e Pequim, considerada uma das mais importantes para a economia global.

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