Marcha reúne milhares em SP

Milhares de evangélicos ocuparam as ruas da capital paulista nesta quinta-feira (4) para participar da tradicional Marcha para Jesus, um dos maiores eventos religiosos do país. A mobilização ocorreu durante o feriado de Corpus Christi e reuniu caravanas vindas de diversas regiões do estado e de outras partes do Brasil.
O trajeto teve início nas proximidades da Estação da Luz, na região central de São Paulo, e seguiu por cerca de três quilômetros até a Praça Heróis da FEB, na zona norte da cidade, próxima ao Campo de Marte.
Os organizadores estimam que até 2 milhões de pessoas participem da programação ao longo do dia. A Marcha para Jesus se consolidou como uma das principais manifestações públicas do segmento evangélico brasileiro, reunindo líderes religiosos, artistas gospel e representantes do poder público.
O evento integra oficialmente o calendário nacional desde 2009, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que instituiu o Dia Nacional da Marcha para Jesus. A legislação estabelece que a celebração seja realizada anualmente no primeiro sábado após 60 dias da Páscoa, embora em algumas cidades ocorram adaptações de calendário.
No principal trio elétrico do evento estiveram lideranças religiosas e autoridades políticas de diferentes correntes ideológicas. Entre os participantes estavam o advogado-geral da União, Jorge Messias, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o senador Flávio Bolsonaro, o prefeito da capital, Ricardo Nunes, e o ministro do STF André Mendonça.
A marcha é presidida pelo apóstolo Estevam Hernandes, um dos responsáveis pela organização do encontro desde sua criação.
Ao longo do dia, o palco principal recebe apresentações de alguns dos maiores nomes da música gospel brasileira. Entre os artistas confirmados estão Aline Barros, Anderson Freire, Gabriela Rocha e Thalles Roberto.
Além do caráter religioso, a Marcha para Jesus tornou-se ao longo dos anos um espaço de forte visibilidade política, refletindo a crescente influência das igrejas evangélicas na sociedade brasileira e nos debates públicos nacionais.










