Trump anuncia morte de líder do Tren de Aragua em operação conjunta com a Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (12) a morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como “Niño Guerrero”, apontado como principal líder da organização criminosa venezuelana Tren de Aragua.

Segundo Trump, a ação foi conduzida pelo Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos em coordenação com autoridades venezuelanas. O presidente norte-americano afirmou que a operação foi rápida e teve como objetivo eliminar uma das figuras mais procuradas do crime organizado internacional.

Em publicação na rede Truth Social, Trump declarou que a ofensiva representa um duro golpe contra o grupo criminoso, que foi classificado pelo governo norte-americano como organização terrorista estrangeira.

A Tren de Aragua surgiu dentro do sistema prisional venezuelano e, ao longo dos últimos anos, expandiu sua atuação para diversos países da América Latina. Autoridades atribuem à organização crimes como tráfico de drogas, tráfico de pessoas, extorsão, sequestros, lavagem de dinheiro e homicídios.

De acordo com o governo dos Estados Unidos, a operação foi realizada com compartilhamento de inteligência entre Washington e Caracas, evidenciando um raro episódio de cooperação entre os dois países em matéria de segurança.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, confirmou que Guerrero foi morto durante a ação. Autoridades venezuelanas também reconheceram a operação contra estruturas ligadas ao crime organizado no país.

A morte de Niño Guerrero é considerada um dos golpes mais significativos já desferidos contra a Tren de Aragua. Especialistas, porém, alertam que a eliminação de lideranças nem sempre significa o fim das atividades de organizações criminosas transnacionais, que costumam manter estruturas descentralizadas e sucessão interna de comando.

A operação ocorre em meio ao endurecimento da política de segurança do governo Trump, que tem utilizado o combate às facções internacionais como uma de suas principais bandeiras políticas desde o retorno à Casa Branca.

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