Lula celebra fim da escala 6×1 e redução da jornada para 40 horas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou nesta quinta-feira (28) a aprovação, pela Câmara dos Deputados, da proposta que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas.
Durante agenda oficial com a presidente do Suriname, Jennifer Simons, Lula classificou a medida como uma conquista histórica dos trabalhadores brasileiros e destacou que a mudança representa mais qualidade de vida, mais tempo para a família e mais dignidade para quem vive do próprio trabalho.
O presidente lembrou que a última grande redução da jornada ocorreu há quase quatro décadas, durante a Assembleia Constituinte de 1988, quando a carga horária semanal caiu de 48 para 44 horas.
“Desde 1943, quando foi criada a jornada de 48 horas, só conseguimos mudar em 1988 para 44 horas. Agora conseguimos chegar às 40 horas. Quem sabe um dia a gente consiga fazer com que as pessoas trabalhem o suficiente para viver bem, contribuir para a economia e também serem felizes no mundo do trabalho”, afirmou.
A aprovação da proposta na Câmara foi considerada uma das maiores vitórias recentes das pautas trabalhistas no país. Defendida por movimentos sindicais, centrais de trabalhadores e parlamentares progressistas, a medida busca reduzir jornadas consideradas excessivas e ampliar o tempo destinado ao descanso, à convivência familiar, ao lazer e à qualificação profissional.
A proposta agora segue para análise do Senado Federal.
Encontro com o Suriname
A declaração de Lula ocorreu durante cerimônia de assinatura de acordos de cooperação entre Brasil e Suriname nas áreas de comércio, defesa e políticas sociais.
O encontro também celebrou os 50 anos das relações diplomáticas entre os dois países.
O presidente brasileiro destacou que o comércio bilateral ainda é considerado baixo e defendeu a ampliação das relações econômicas.
Segundo Lula, o intercâmbio comercial entre Brasil e Suriname movimentou apenas US$ 55 milhões em 2025, valor que classificou como insuficiente diante do potencial existente.
“Nosso comércio ainda é muito pequeno e concentrado em poucos produtos. Com essa visita, conseguimos aprovar um termo de referência para ampliar os fluxos comerciais entre Brasil e Suriname”, declarou.
O governo brasileiro informou ainda que pretende iniciar, já no segundo semestre, negociações para aprofundar acordos econômicos com o país vizinho, incluindo possíveis parcerias nas áreas de exploração de petróleo e minerais estratégicos.
O Suriname possui cerca de 600 quilômetros de fronteira com os estados do Pará e do Amapá e é considerado um parceiro importante para a integração regional da Amazônia e do norte da América do Sul.










