Sob Tarcísio, mães de vítimas de feminicídio já superam mães atingidas pela violência urbana em SP

São Paulo vive uma tragédia silenciosa que cresce ano após ano sob a gestão de Tarcísio de Freitas.

Enquanto o governador tenta sustentar o discurso de eficiência na segurança pública, os números da violência contra as mulheres seguem explodindo e revelam uma realidade cruel: o estado registra recordes sucessivos de feminicídios e amplia o sofrimento de milhares de famílias paulistas.

A situação se tornou tão alarmante que serviços de acolhimento psicológico e assistência social já atendem mais mães que perderam filhas para o feminicídio do que mães vítimas de outras formas de violência urbana, evidenciando uma mudança dramática no perfil das tragédias familiares enfrentadas pela população paulista.

Os dados oficiais ajudam a explicar esse cenário.

Somente no primeiro trimestre de 2026, São Paulo registrou 86 feminicídios, um aumento de 41% em relação ao mesmo período do ano anterior, estabelecendo o maior índice da série histórica para o período.

A escalada continuou ao longo do ano. Entre janeiro e abril, o estado contabilizou 107 mulheres assassinadas por razões de gênero, alta de mais de 30% em comparação com o mesmo período de 2025.

Os números desmontam qualquer tentativa de vender uma narrativa de controle da violência.

Mais grave ainda é que especialistas, movimentos sociais e entidades de defesa dos direitos das mulheres vêm denunciando sucessivos cortes, congelamentos de recursos e baixo investimento em políticas de proteção às vítimas durante a atual gestão estadual. Relatórios apontam redução de investimentos em programas voltados ao enfrentamento da violência contra a mulher e dificuldades na ampliação da rede de acolhimento e prevenção.

Enquanto isso, mulheres continuam sendo assassinadas mesmo após buscar ajuda do Estado.

Levantamentos recentes mostram que muitas vítimas possuíam medidas protetivas quando foram mortas, expondo falhas graves na fiscalização e na proteção efetiva oferecida pelo poder público.

A realidade é que não basta fazer discursos sobre segurança pública enquanto os indicadores de feminicídio avançam de forma recorde.

Não basta endurecer o discurso policial enquanto mulheres seguem morrendo dentro de casa, vítimas de companheiros, ex-companheiros e agressores que deveriam estar sendo monitorados pelo sistema de proteção.

O crescimento dos feminicídios não é apenas um problema estatístico. É o retrato de uma política pública que falha em proteger mulheres em situação de risco.

Cada número representa uma filha que não voltou para casa. Uma mãe destruída pela dor. Uma família marcada para sempre pela violência.

E enquanto isso acontece, São Paulo segue acumulando recordes.

Recordes que têm nome, têm responsabilidade política e acontecem sob o comando de Tarcísio de Freitas.

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