Desmatamento na Amazônia tem queda histórica e governo rebate críticas dos EUA

O desmatamento na Amazônia registrou uma das maiores reduções dos últimos anos e atingiu o menor índice já registrado para o mês de maio. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), que monitora a devastação dos biomas brasileiros.

Segundo o levantamento, a área desmatada na Amazônia caiu mais de 60% em maio de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado. No Cerrado, a redução foi de 12% no mesmo intervalo.

Durante a apresentação dos números em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou o trabalho realizado pelo governo federal no combate aos crimes ambientais e reforçou a política de transparência na divulgação dos dados.

Lula também utilizou a ocasião para rebater críticas feitas pelos Estados Unidos, que citaram questões ambientais entre os argumentos para a adoção de medidas tarifárias contra produtos brasileiros.

Segundo o presidente, os números comprovam o esforço do Brasil para reduzir a destruição dos biomas e alcançar a meta de desmatamento zero até 2030.

Lula afirmou que os dados serão utilizados para demonstrar à comunidade internacional os resultados obtidos pelo país na preservação ambiental e criticou o que classificou como informações equivocadas utilizadas para justificar sanções comerciais.

O presidente voltou a fazer críticas ao ex-presidente norte-americano Donald Trump, defendendo que divergências comerciais devem ser tratadas por meio do diálogo e da negociação entre os países.

Os números apresentados mostram que, no acumulado entre agosto de 2025 e maio de 2026, a Amazônia registrou queda de 37,5% no desmatamento em relação ao mesmo período anterior.

O secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, classificou os resultados como históricos. Segundo ele, a redução registrada em maio representa o menor índice da série histórica para o período e reforça a eficácia das ações de fiscalização, monitoramento e combate aos crimes ambientais.

Capobianco afirmou que o governo trabalha para encerrar o atual ciclo anual de monitoramento, em julho, com o menor índice de desmatamento já registrado na Amazônia.

No Cerrado, o cenário também apresentou melhora. Entre agosto de 2025 e maio de 2026, o desmatamento caiu 8,2% em relação ao período anterior. Quando comparado aos índices registrados em 2024, a redução se aproxima de 30%.

O governo federal atribui os resultados ao fortalecimento das operações de fiscalização, à integração entre órgãos ambientais e forças de segurança e à retomada de políticas públicas voltadas à preservação dos biomas brasileiros.

A redução do desmatamento é considerada uma das principais metas ambientais do Brasil, especialmente diante dos compromissos assumidos pelo país em acordos internacionais relacionados às mudanças climáticas e à preservação da biodiversidade.

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