Flávio Dino relata ameaça em aeroporto e pede ações contra discurso de ódio

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, revelou ter sido alvo de uma situação de hostilidade em um aeroporto e defendeu que empresas reforcem ações de educação cívica entre seus funcionários, especialmente diante da proximidade do período eleitoral.
Segundo relato publicado nas redes sociais, uma funcionária de uma companhia aérea teria comentado com um agente de polícia judicial que gostaria de ofendê-lo ao identificar seu nome no cartão de embarque. Em seguida, a mulher teria afirmado que seria melhor “matar do que xingar”. O ministro não divulgou o nome da funcionária, da empresa envolvida nem o local onde o episódio ocorreu.
Dino afirmou que decidiu tornar o caso público não por uma questão pessoal, mas por considerar que o episódio reflete um problema mais amplo relacionado à convivência democrática e ao aumento da intolerância política no país.
Para o magistrado, nenhum cidadão deve se sentir ameaçado ou constrangido ao utilizar serviços públicos ou privados por causa de suas opiniões, posições políticas ou atuação profissional. Ele alertou ainda para os riscos da disseminação do discurso de ódio, que pode gerar comportamentos agressivos em diferentes ambientes e comprometer até mesmo a segurança de outras pessoas.
Na publicação, o ministro sugeriu que empresas que atuam diretamente com o público promovam campanhas internas de conscientização e respeito às diferenças. Segundo ele, a iniciativa pode ajudar a reduzir conflitos e fortalecer a convivência democrática em um período marcado pela polarização política.
Casos de hostilidade contra integrantes do Supremo já foram registrados nos últimos anos. Ministros como Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski também relataram episódios semelhantes em aeroportos e voos comerciais.










