Fim da escala 6×1 terá transição de até três anos, indicam negociações

Embora o governo defenda oficialmente o fim imediato da escala 6×1, nos bastidores há consenso de que será necessária uma transição gradual para adaptação das empresas. As negociações indicam que o prazo pode chegar a três anos, conforme sugerido pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a parlamentares do PT.

O relatório previsto para esta quarta-feira (20) foi adiado para a próxima segunda-feira (25) devido à falta de acordo sobre a duração da transição. Uma proposta em análise prevê reduzir a primeira hora nos primeiros 90 dias, com as três horas restantes sendo escalonadas até 2029 — uma hora de redução por ano.

Governistas, sob reserva, afirmam que discussões iniciais apontavam para uma transição de quatro anos, enquanto empresários buscavam prazo maior e o governo pressionava pela aplicação imediata. Em reunião nesta terça-feira (19), Hugo Motta discutiu o tema com o relator, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), e ministros do governo.

Alguns parlamentares do PT defendem uma transição de dois anos, reduzindo duas horas já neste ano, argumentando que uma diminuição de apenas uma hora na carga total não seria percebida pelo trabalhador. A medida, além de representar avanço nas condições de trabalho, deve ser destaque na campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, sugeriu que as empresas poderiam se adaptar em poucos meses, defendendo assim a aplicação imediata, mas a decisão final ainda depende de consenso entre governo, parlamentares e empresários.

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