Brasil fortalece combate ao crime nas fronteiras com acordo entre países do Mercosul

O governo federal oficializou nesta semana um importante reforço na cooperação policial entre os países do Mercosul. Um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva amplia a integração entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai no combate ao crime organizado que atua nas regiões de fronteira.

A medida regulamenta um acordo firmado em 2019, em Bento Gonçalves (RS), e estabelece mecanismos mais ágeis para a atuação conjunta das forças de segurança dos quatro países. O objetivo é enfrentar organizações criminosas que se aproveitam das fronteiras para praticar tráfico de drogas, contrabando, lavagem de dinheiro e outros delitos transnacionais.

Entre as principais novidades está a possibilidade de perseguição de suspeitos além das fronteiras nacionais. Pelo acordo, policiais poderão continuar a perseguição de fugitivos que cruzarem para o território de um dos países participantes, desde que haja comunicação e coordenação com as autoridades locais.

O texto prevê que agentes de segurança possam entrar temporariamente no território do país vizinho para realizar a captura preventiva de pessoas em fuga, sempre respeitando as legislações nacionais e os protocolos de cooperação estabelecidos entre os governos.

Além das ações de perseguição, o acordo fortalece a realização de investigações conjuntas, a troca de informações de inteligência, o compartilhamento de tecnologias e metodologias de combate ao crime e a promoção de cursos e treinamentos integrados para as forças policiais.

Também está prevista a modernização dos sistemas de comunicação entre os países e a ampliação do intercâmbio de dados estratégicos para prevenir atividades criminosas nas áreas de fronteira.

As autoridades destacam que a integração regional é fundamental diante da crescente atuação de facções e organizações criminosas que operam além dos limites territoriais dos países. Com a nova regulamentação, os governos esperam tornar mais eficiente a captura de criminosos e o enfrentamento das redes que movimentam bilhões de reais em atividades ilegais na América do Sul.

O acordo representa mais um passo na construção de uma política regional de segurança pública baseada na cooperação, na troca de informações e na ação coordenada entre os países vizinhos.

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