Justiça mantém presos organizadores de salto que terminou com morte de jovem em Limeira

A Justiça de Limeira decidiu manter presos os três homens detidos após a morte de Maria Eduarda Rodrigues Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump realizada na Ponte do Esqueleto, localizada na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo.

A decisão foi tomada na manhã deste domingo (14), durante audiência de custódia realizada por videoconferência. Com a conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva, os suspeitos permanecerão detidos por tempo indeterminado enquanto as investigações prosseguem.

Os três homens, de 27, 32 e 42 anos, foram presos no sábado (13) e responderão inicialmente por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte. Os nomes dos investigados não foram divulgados pelas autoridades.

De acordo com o boletim de ocorrência, Maria Eduarda participava de uma atividade de rope jump quando ocorreu a tragédia. As investigações preliminares apontam que os equipamentos de segurança não estavam devidamente fixados no momento do salto.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas, mas a jovem não resistiu aos ferimentos provocados pela queda e teve o óbito constatado ainda no local.

Imagens que circulam nas redes sociais e passaram a ser analisadas pelos investigadores indicam que a vítima pode ter sido lançada sem estar corretamente conectada ao sistema de cordas que deveria garantir sua segurança durante a atividade.

Após o acidente, seis pessoas foram levadas à Delegacia de Polícia de Limeira para prestar esclarecimentos. Ao final dos depoimentos, três acabaram presas, enquanto as demais foram liberadas.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), as investigações continuam para esclarecer todas as circunstâncias do caso e identificar possíveis responsabilidades adicionais.

Outro ponto que chamou a atenção das autoridades foi a situação da empresa responsável pela atividade. Informações do governo federal apontam que a organização não possuía autorização para realizar esse tipo de prática esportiva no local.

O rope jump, também conhecido como “pêndulo humano”, consiste em saltos realizados de grandes alturas, nos quais o praticante fica preso a cordas que produzem um movimento pendular após a queda. A modalidade é diferente do bungee jump tradicional, que utiliza cordas elásticas capazes de amortecer o impacto e gerar rebotes.

A Ponte do Esqueleto é conhecida na região por ser utilizada para esportes radicais. No entanto, o local já esteve envolvido em outros acidentes. Em 2025, pelo menos duas pessoas ficaram feridas durante saltos semelhantes após se chocarem contra o solo. Em 2024, a estrutura chegou a ser interditada após a morte de uma ciclista, mas posteriormente voltou a receber praticantes.

O corpo de Maria Eduarda foi sepultado neste domingo em Jandira, na Grande São Paulo. A jovem trabalhava em uma academia da rede Panobianco, que divulgou uma nota lamentando a perda e destacando sua dedicação, alegria e carinho no relacionamento com colegas e alunos.

A Prefeitura de Limeira também emitiu nota de pesar, prestando solidariedade aos familiares e amigos da vítima e informando que colaborará com as investigações conduzidas pelas autoridades competentes.

A Polícia Civil segue apurando o caso para determinar se houve negligência, imprudência ou outras irregularidades que possam ter contribuído para a morte da jovem.

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