Mulher é assassinada pelo marido em Arujá após discussão.

A cidade de Arujá registrou um caso de feminicídio na tarde deste sábado (13), na Rodovia Alberto Hinoto, no bairro Caputera. A vítima, identificada como Evelyn Luzia dos Anjos, foi assassinada pelo próprio marido após uma discussão dentro do veículo em que o casal estava.

De acordo com informações da Polícia Militar, o crime ocorreu por volta das 16 horas. Equipes que realizavam patrulhamento foram acionadas pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) para atender uma ocorrência envolvendo um homem armado com uma faca que havia atacado uma mulher.

Ao chegarem ao local, os policiais encontraram o suspeito, identificado como Carlos Roberto Lopes, que foi imediatamente abordado e detido.

Segundo relato prestado pelo próprio agressor à polícia, a discussão teria começado por causa de dinheiro. Durante o desentendimento, ele jogou o veículo contra um poste às margens da rodovia e, logo em seguida, atacou a esposa com diversos golpes de faca, atingindo principalmente a região do tórax.

A vítima foi socorrida por equipes de resgate e encaminhada ao Hospital Santa Marcelina, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu pouco depois de dar entrada na unidade.

Imagens de câmeras de monitoramento instaladas nas proximidades registraram parte da ocorrência. Segundo relatos, uma pessoa tentou se aproximar para ajudar a vítima, mas acabou intimidada pelo agressor, que saiu do carro segurando a faca utilizada no crime.

Testemunhas acionaram imediatamente a Polícia Militar e o serviço de resgate.

O caso foi registrado como feminicídio na Delegacia de Polícia de Arujá. Durante depoimento, o autor afirmou que o crime teria sido motivado por um suposto conflito financeiro e questões relacionadas ao relacionamento do casal.

As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes da ocorrência.

Este é o segundo feminicídio registrado no Alto Tietê em menos de 24 horas. Na sexta-feira (12), uma mulher de 45 anos foi morta a facadas pelo marido dentro da residência onde o casal morava, na Vila Amorim, em Suzano.

Os dois casos reforçam o alerta sobre a violência contra as mulheres na região. Os autores permanecem presos e responderão pelo crime de feminicídio, cuja pena pode chegar a 40 anos de prisão.14

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