Crescimento do Emprego Formal no Brasil em 2025 Atinge Quase 60 Milhões de Vínculos

O mercado de trabalho brasileiro registrou desempenho positivo em 2025, com aumento de 5% no estoque de empregos formais, chegando a 59.970.945 vínculos ativos, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. No ano, foram criadas 2.838.789 novas vagas, abrangendo os setores público e privado.

O ministro Luiz Marinho destacou que o crescimento ocorreu de forma ampla, com aumento de estabelecimentos ativos de 4,7 milhões para 4,8 milhões, alta de 2,1%. O setor privado continua sendo o maior empregador, com 40.071.636 postos (66,8% do total), seguido pelo setor público, com 14.125.683 vínculos (23,6%). Organizações sem fins lucrativos somaram 3.959.493 empregos (6,6%) e pessoas físicas ou outras entidades, 374.420 (0,6%).

O regime celetista registrou acréscimo de 5 milhões de vínculos, com destaque para concursos públicos que ampliaram oportunidades em todos os níveis de governo. Entre os setores, Serviços puxou o crescimento, com 2.411.696 vagas (7,2%), totalizando mais de 35,6 milhões de postos. A Administração Pública foi a área com maior expansão, alta de 15,2% (1.483.555 novos vínculos), impulsionada por prefeituras (+1.182.629) e governos estaduais (+408.018). Educação avançou 6,2% e Saúde Humana, 4,2%.

O crescimento se distribuiu regionalmente: Norte e Nordeste registraram alta de 10,1% cada, com 354.753 e 1.076.603 novas vagas, respectivamente. Centro-Oeste cresceu 5,7%, Sudeste e Sul, 2,9%. Apesar do crescimento mais acelerado no Norte e Nordeste, o Sudeste concentra 47,4% dos empregos formais do país. Em termos proporcionais, Amapá (+20,5%), Piauí (+13,2%), Alagoas (+13%) e Paraíba (+12,9%) lideraram. Em números absolutos, São Paulo criou 357.493 empregos e Bahia, 266.035.

A RAIS 2025 também monitorou vínculos não típicos, que representaram 10,68% do total, mantendo estabilidade em relação ao ano anterior. A maioria desses contratos envolve jornadas de até 30 horas semanais ou trabalhadores vinculados a pessoas físicas.

O balanço final reforça a retomada das contratações públicas e a resiliência do setor produtivo, destacando a importância do trabalho formal na promoção da cidadania e no fortalecimento da economia.

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