Governo e Instituto Alana destinam R$ 60 milhões para pesquisas sobre endometriose e saúde menstrual

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Instituto Alana anunciaram o investimento de R$ 60 milhões em pesquisas e desenvolvimento de tecnologias voltadas ao diagnóstico e tratamento da endometriose, dor pélvica e à melhoria da saúde menstrual, condições que afetam cerca de 10% das mulheres em idade fértil, incluindo adolescentes.
Do montante, R$ 50 milhões serão fornecidos pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) por meio de editais de pesquisa e inovação na área da saúde da mulher. Os outros R$ 10 milhões serão destinados pelo Instituto Alana à criação de uma rede nacional de pesquisa especializada em saúde feminina.
A ministra Luciana Santos destacou que os investimentos refletem o compromisso do governo com a ciência como ferramenta de cuidado, inclusão e promoção da qualidade de vida das mulheres. Flavia Doria, CEO do Instituto Alana, ressaltou que “o que não é pesquisado não é compreendido, e o que não é compreendido não é tratado”, enfatizando a importância do diagnóstico precoce para reduzir dores e evitar o agravamento da endometriose.
Segundo o Ministério da Saúde, a endometriose envolve o crescimento de tecido endometrial fora da cavidade uterina, provocando inflamação crônica, com prevalência estimada entre 5% e 15% das mulheres em idade reprodutiva. O ministro Alexandre Padilha destacou a necessidade de políticas públicas robustas e melhorias no atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), reforçando a importância da avaliação da qualidade e do desenvolvimento de novas tecnologias para o tratamento dessas condições.










