Ataque dos EUA a embarcação no Pacífico deixa dois mortos

Uma operação militar dos Estados Unidos realizada no Oceano Pacífico terminou com a morte de dois homens nesta quarta-feira (3). A ação foi conduzida pela força-tarefa Southern Spear, ligada ao Comando Sul norte-americano (Southcom), que afirmou ter identificado a embarcação em uma rota frequentemente associada ao tráfico internacional de drogas.
De acordo com informações divulgadas pelas autoridades militares dos Estados Unidos, os ocupantes do barco eram suspeitos de envolvimento com organizações classificadas pelo governo norte-americano como ligadas ao narcotráfico e ao terrorismo. A embarcação foi alvo de um ataque durante a operação, que ocorreu em águas internacionais.
O Comando Sul informou que a ação foi autorizada pelo general Francis L. Donovan e que nenhum militar dos Estados Unidos ficou ferido durante a ofensiva. Segundo o comunicado, a decisão foi baseada em informações de inteligência que apontavam a movimentação da embarcação em uma área monitorada pelas forças norte-americanas.
Até o momento, o governo dos Estados Unidos não apresentou publicamente evidências detalhadas que comprovem a ligação dos ocupantes do barco com atividades de tráfico de drogas ou organizações terroristas. Ainda assim, Washington sustenta que a operação integra uma estratégia mais ampla de combate ao crime organizado transnacional na América Latina e no Caribe.
A ofensiva faz parte de uma série de ações militares intensificadas pelo governo do presidente Donald Trump em rotas marítimas consideradas estratégicas para o transporte de entorpecentes. Autoridades norte-americanas afirmam que o objetivo é interromper o fluxo de drogas destinado ao mercado dos Estados Unidos.
Dados divulgados pelo próprio governo indicam que mais de 50 embarcações suspeitas já foram interceptadas ou atacadas em operações semelhantes realizadas no Caribe e no Oceano Pacífico nos últimos meses.
As ações vêm sendo acompanhadas por questionamentos de especialistas e organizações de direitos humanos, que defendem maior transparência sobre os critérios utilizados para a realização dos ataques e a divulgação de provas que justifiquem o uso de força letal contra as embarcações abordadas.
O novo episódio ocorre em meio ao endurecimento da política externa norte-americana para a América Latina e ao aumento das operações de segurança voltadas ao combate de organizações criminosas que atuam em rotas internacionais de tráfico.









