Frota se oferece para pagar multa de jornalista condenado em ação de Carla Zambelli

O vereador de Cotia e ex-deputado federal Alexandre Frota declarou apoio ao jornalista Luan Araújo e afirmou que está disposto a quitar a multa judicial que pode resultar na prisão do comunicador por descumprimento de decisão judicial.
A manifestação ocorreu após Araújo informar nas redes sociais que não possui condições financeiras para pagar uma multa de R$ 2.216,30 determinada pela Justiça de São Paulo. Diante da situação, o jornalista iniciou uma campanha de arrecadação para reunir recursos e custear as despesas do processo.
Ao tomar conhecimento do caso, Frota utilizou as redes sociais para oferecer ajuda. Em comentário publicado em uma postagem de Araújo, o vereador escreveu que poderia assumir o pagamento da multa e orientou que seu advogado fosse procurado para tratar do assunto.
A mobilização ocorre em meio aos esforços de apoiadores do jornalista para evitar o cumprimento da ordem judicial. Luan Araújo ficou conhecido nacionalmente após o episódio ocorrido durante o segundo turno das eleições de 2022, quando foi perseguido armada pela então deputada federal Carla Zambelli pelas ruas da capital paulista.
A condenação que motivou a cobrança da multa teve origem em uma ação movida por Zambelli contra o jornalista. O processo está relacionado a declarações publicadas por Araújo em artigo de opinião, no qual fez críticas à ex-parlamentar e a setores da extrema direita.
A defesa do jornalista tenta reverter a decisão na Justiça e apresentou recursos, incluindo um pedido de habeas corpus e a anulação da sentença que converteu a pena. Até o momento, os advogados de Carla Zambelli não se pronunciaram sobre o caso.
O episódio da perseguição armada teve grande repercussão nacional e resultou posteriormente na condenação de Zambelli pelo Supremo Tribunal Federal. A ex-deputada recebeu pena de cinco anos e três meses de prisão.
Após a condenação, Zambelli deixou o Brasil e seguiu para a Itália. Ela chegou a ser detida pelas autoridades italianas, mas posteriormente obteve liberdade após decisão da Corte de Cassação daquele país relacionada ao pedido de extradição apresentado pelo governo brasileiro.
Além desse processo, a ex-parlamentar também foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal a dez anos de prisão por envolvimento na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).









