Ibovespa fecha em baixa com tensão internacional e retração econômica

O Ibovespa iniciou a semana em baixa, refletindo a cautela dos investidores diante do conflito no Oriente Médio e sinais de desaceleração da economia brasileira. O índice caiu 0,17% nesta segunda-feira (18), encerrando o pregão aos 176.975 pontos.

Nos últimos oito pregões, a bolsa registrou apenas duas sessões de alta, evidenciando maior aversão ao risco. O dólar comercial recuou 1,37%, fechando abaixo de R$ 5, acompanhando a queda dos juros futuros.

O cenário internacional pressionou os mercados. Negociações entre Estados Unidos e Irã seguem sem avanços, mantendo o petróleo em alta e elevando preocupações com inflação e crescimento global. Nos EUA, bolsas fecharam em queda, enquanto na Europa o presidente do Bundesbank, Joachim Nagel, afirmou que os bancos centrais ainda podem agir para estabilizar os mercados.

No Brasil, a economia também influencia a cautela. O IBC-Br, prévia do PIB, mostrou retração acima do esperado em março, indicando desaceleração. A política monetária restritiva, aliada ao endividamento das famílias, tende a reduzir o ritmo da atividade econômica, embora mercado de trabalho aquecido e programas sociais sustentem parte do consumo.

A Secretaria de Política Econômica elevou projeções de inflação nos próximos anos, citando impactos do conflito no Oriente Médio sobre petróleo e combustíveis.

Entre os destaques do Ibovespa, ações da Vale caíram 2%, pressionando o índice, e papéis de bancos como Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander também operaram em baixa. Em contrapartida, Petrobras avançou mais de 2%, acompanhando a valorização internacional do petróleo, e ações da Hapvida subiram no pregão.

Sem indicadores econômicos relevantes previstos para terça-feira, investidores seguem atentos às tensões no Oriente Médio e aos impactos sobre petróleo, inflação e juros globais.

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