Metade do Alto Tietê está despreparada para enfrentar enchentes e deslizamentos

Metade das cidades do Alto Tietê ainda não está suficientemente preparada para enfrentar os efeitos de eventos climáticos extremos, como enchentes, enxurradas, alagamentos e deslizamentos de terra. Os dados são da plataforma AdaptaBrasil, desenvolvida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Na categoria de inundações e alagamentos, Ferraz de Vasconcelos e Santa Isabel receberam nota 0,35, enquanto Biritiba Mirim registrou apenas 0,21, sendo classificadas com baixa capacidade de adaptação. Arujá (0,49) e Salesópolis (0,59) aparecem em nível intermediário.

Por outro lado, Mogi das Cruzes (0,89), Itaquaquecetuba (0,82), Suzano (0,81), Guararema (0,75) e Poá (0,69) obtiveram as melhores avaliações da região, sendo consideradas cidades com alta capacidade de adaptação diante de episódios de chuvas intensas.

No quesito deslizamentos de terra, o cenário é semelhante. Ferraz, Arujá, Santa Isabel e Biritiba Mirim voltam a aparecer entre os municípios menos preparados. Guararema apresenta capacidade média, enquanto Suzano, Poá e Salesópolis figuram entre as cidades com alta adaptabilidade. Mogi das Cruzes e Itaquaquecetuba lideram novamente o ranking regional, alcançando índices considerados muito altos.

Os indicadores não significam, necessariamente, que as cidades com notas menores enfrentam maior risco de desastres, mas apontam que possuem menos estrutura, planejamento e capacidade de resposta diante de eventos climáticos severos.

O levantamento ganha ainda mais relevância diante do aumento da frequência de fenômenos extremos associado às mudanças climáticas e à influência de eventos como o El Niño, que elevam o risco de chuvas intensas, enchentes e outros desastres naturais em diversas regiões do país.

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