Lula defende inclusão social e investimentos para reduzir desigualdades em painel do G7

Durante participação na cúpula do G7, realizada nesta quarta-feira (17) em Évian, na França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a ampliação dos investimentos globais como estratégia para combater desigualdades e impulsionar o crescimento econômico sustentável.
O debate sobre crescimento econômico e desequilíbrios globais reuniu líderes das principais economias do mundo e de países convidados. Em sua intervenção, Lula afirmou que o desenvolvimento mundial depende da inclusão de bilhões de pessoas que ainda permanecem à margem da economia e do consumo.
Segundo o presidente brasileiro, o mundo precisa olhar para além das nações mais ricas e investir em regiões com grande potencial de crescimento, como África, América Latina e partes da Ásia. Lula destacou que o principal obstáculo para enfrentar as desigualdades não é econômico, mas político, exigindo decisões concretas dos governos.
O presidente defendeu o aumento dos investimentos em infraestrutura, qualificação profissional, geração de empregos e desenvolvimento econômico, argumentando que essas medidas elevam a renda da população e fortalecem o mercado consumidor.
Ao citar a experiência brasileira, Lula afirmou que é possível conciliar crescimento econômico com inclusão social. Segundo ele, políticas de distribuição de renda, combate à pobreza, estímulo ao investimento e geração de empregos demonstram que desenvolvimento e melhoria das condições de vida podem caminhar juntos.
Além do painel sobre economia global, o presidente brasileiro também participou de um debate voltado à regulamentação e aos desafios apresentados pelo avanço da inteligência artificial.
A cúpula do G7 reúne os líderes de Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, além de representantes da União Europeia e de países convidados, entre eles Brasil, Índia, Coreia do Sul, Egito e Quênia. Entre os principais temas do encontro estão os conflitos internacionais, o crescimento econômico, a transição energética e a governança das novas tecnologias.









