Governo Lula lança programa com R$ 360 milhões para financiar inovação em pequenas empresas

O governo federal lançou nesta terça-feira (16) o Programa Tecnova 2026/2027, uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Finep que disponibilizará R$ 360 milhões para apoiar pequenas empresas brasileiras no desenvolvimento de produtos, serviços e processos inovadores.

Esta é a quarta edição do programa e a expectativa é beneficiar até 713 empresas com faturamento anual de até R$ 16 milhões. Considerando as contrapartidas dos estados, o volume total de investimentos poderá chegar a R$ 588 milhões.

As propostas poderão ser enviadas até 3 de agosto de 2026, por meio do site da Finep, e os projetos selecionados terão prazo de até 60 meses para execução.

Durante o lançamento, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou que, pela primeira vez, o programa atenderá as 27 unidades da federação, ampliando o acesso aos recursos de inovação em todo o país.

Segundo a ministra, a iniciativa busca descentralizar os investimentos em tecnologia, fortalecer o desenvolvimento científico nacional e estimular a geração de empregos qualificados.

O presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, afirmou que a execução do programa será feita em parceria com fundações estaduais de apoio à pesquisa, Sebrae e outras instituições locais, permitindo que os recursos cheguem às diferentes regiões do Brasil e impulsionem a modernização do setor produtivo.

Brasil amplia investimentos em pesquisa e desenvolvimento

Durante o evento, o MCTI também anunciou o projeto Cientistas de Dados pelo Brasil, uma rede voltada à padronização de informações sobre investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) nos estados.

Dados divulgados pelo ministério apontam que o Brasil investiu R$ 166,4 bilhões em pesquisa e desenvolvimento em 2024, considerando recursos públicos e privados. O montante representa um crescimento de 18% em relação a 2021, quando os aportes atingiram o menor nível dos últimos anos.

Atualmente, o país destina cerca de 1,23% do Produto Interno Bruto (PIB) para pesquisa e desenvolvimento, percentual ainda inferior ao registrado por países como Israel, Coreia do Sul, Japão, Estados Unidos e Alemanha.

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