Empresário chileno é preso por racismo, homofobia e xenofobia contra comissário da Latam durante voo

O empresário chileno Germán Naranjo Maldini foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos, acusado de racismo, xenofobia e homofobia contra um comissário de bordo da Latam. O incidente ocorreu no dia 10 de maio, durante o voo LA8070, de São Paulo para Frankfurt, na Alemanha.

Segundo investigações, Naranjo se exaltou ao ser impedido pela tripulação de abrir uma das portas da aeronave e proferiu ofensas homofóbicas e racistas, chamando o comissário de “macaco”, imitando o animal e fazendo comentários sobre o cheiro do funcionário.

A Justiça Federal decretou a prisão preventiva, e após audiência de custódia, Naranjo foi transferido para o Centro de Detenção Provisória de Guarulhos. Em declaração à defesa, afirmou não se lembrar das ofensas, alegou ter estado em surto e se dispôs a pedir desculpas. O advogado destacou que ele havia feito uso de remédios para dormir, sem confirmação de mistura com álcool.

O caso repercutiu internacionalmente. A empresa chilena Landes, do setor pesqueiro, demitiu o executivo, destacando que sua conduta era incompatível com os valores da companhia. A Latam presta apoio jurídico e psicológico à vítima e colabora com as autoridades brasileiras, enquanto o governo chileno condenou publicamente o episódio.

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